10 de maio de 2013

Sessão de cinema: Cloud Atlas

Depois de uma sessão de cinema muito pode ser dito e criticado, e após assistir ao filme Cloud Atlas, houve quem ficasse demasiado desapontado, devido sobretudo a demasiadas expectativas quanto a este filme. Decidi então que seria mais do que justificável convidar a minha companhia desta sessão de cinema (fã incondicional dos irmãos Wachowski) a escrever algo aqui para o meu blogue, e sendo ela uma grande comunicadora, a critica ficou deveras consistente, ainda assim espero que vos seja útil!!

"Todos nós gostamos de voltar aos sítios onde já fomos felizes, certo? Quer sejam reais ou ilusórios, a regra mantém-se, desde que o impacto emocional seja no mínimo o equivalente a trincar uma boa tablete de chocolate ...  Pois bem, para um amante de cinema, certos filmes e consequentemente, realizadores possuem a fenomenal capacidade de nos transportarem, quase que por rapto, momentaneamente para uma realidade paralela que muitas vezes, tem mais de surreal do que real. E os filmes dos irmãos Wachowski têm esse efeito em mim. Infelizmente, da mesma forma que nós não temos capacidade de controlo sobre os nossos próprios sonhos ou pesadelos quando dormimos, de forma semelhante, quando um filme e os seus criadores nos convidam a participar de tamanha viagem, a determinada altura, eles próprios também deixam de ter controlo sobre as expectativas em nós criadas.

É sempre um grande risco, decidirmos perder duas horas ou mais de vida em frente ao ecrã com a esperança de termos feito a decisão acertada, enquanto nos preparamos emocionalmente para aquele grande impacto que tarda em chegar. Após ter concluído a visualização de Cloud Atlas, senti-me desilulida e triste, pois é tão frustrante saber que o filme tinha tudo para ter sido fabulástico e no entanto, não perceber porque não foi... onde está a mestria dos planos em continuidade? Técnica tão frequentemente usada em filmes como Bound (1996) e que foi soberana nos filmes da saga Matrix (1999) e em Speed Racer (2008) mas que aqui parecem ausentes! Ou será que eu estava assim tão distraída?!

Será que após quase dez anos desde a estreia de Matrix Revolutions (2003), os irmãos realizadores não tiveram tempo para conjecturar uma história que não fosse tão idêntica à do Matrix, nas cenas referentes ao ano de 2144. Pois em certos momentos, sem querer parecer ingrata, senti-me perante uma cena de um crime de um copycat , muito messy e art less.


Mas nem tudo foram vendavais, pois a caracterização está impressionante e os actores frequentemente irreconhecíveis, nas mais diversas personagens encarnadas. Sou fã de HugoWeaving e na minha opinião, ele continua com uma presença extraordinária no ecrã, além de que fiquei bastante alegre de voltar a vê-lo vestido de mulher! Esta afirmação pode parecer estranha, mas para quem não sabe, Hugo Weaving esteve presente naquele que eu considero um filme bastante sub-valorizado mas na minha opinião altamente cómico, The Adventuresof Priscilla, Queen of the Desert (1994).

A performance dos actores Halle Berry e Hugh Grant foram definitivamente surpresas positivas e agradáveis, pois apesar de não ser fã de ambos, reconheço que com estas personagens mostraram capacidade para interpretar um pouco fora da sua área de conforto. Por outro lado, não fiquei especialmente impressionada com a actuação de Tom Hanks, e apesar de acompanhar a sua carreira, considero que já o vi a fazer melhor, digamos que a componente emocional (drama) não é bem o seu ponto forte.  


No seu todo, Cloud Atlas, é um ótimo filme para quem não é adepto ferrenho ou grande conhecedor dos filmes dos irmãos Wachowsky ou mesmo de Tom Tykwer (Perfume:The Story of a Murderer (2006); RunLola Run (1998)), ou simplesmente para quem não tem grandes expectativas em relação ao que estes realizadores andam a fazer, depois de grandes êxitos passados.

Na minha opinião a principal razão pelo qual este filme vale a pena ser visionado, será para observar os actores atrás mencionados a interpretarem num só filme, cinco ou seis personagens diferentes, sejam elas masculinas ou femininas e  conseguirem fazê-lo de forma bastante convincente e plazerosa para o espectador.

Quanto a mim, resta-me continuar à espera do próximo..."

Espero que tenham um óptimo fim-de-semana!


8 comentários:

  1. Também vi esse filme há poucos dias! Como não tinha expectativas nenhumas até não desgostei do filme.

    Beijinhos

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  2. Eu gostei do filme mas também esperava algo mais avassalador, confesso. De quem eu mais gostei foi do Ben Whishaw, adoro-o, e a sua história e época foi a que mais me fascinou! Inspiraram-se no Blade Runner para a Seoul futurista?!

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    1. Tem piada, também adorei essa parte da história, para mim foi a mais emotiva de todas...quanto à parte futurista, até pode ter havido alguma influência do género, mas do que já ouvi sobre eles, a base de inspiração provém de histórias de banda desenhada Japonesa (manga) e essas também serviram de inspiração para o Matrix!

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  3. Fiz o download deste filme e nunca o cheguei a ver, mas está na lista :D

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  4. Eu sou sincera fiquei extremamente desiludida com o filme talvez por ter grandes expectativas.

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    1. Pois, não foste a única...acho que faltou emotividade e profundidade nas personagens!

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  5. detestei esse filme, até dormi, e isso quase nunca me acontece!
    sou fã incondicional da trilogia Matrix, e esta longa metragem é um atentado à cena cyberpunk que os manos wachowsky tão bem já reproduziram no passado. uma tristeza.

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Obrigada pela visita e comentário...